Home Data de criação : 08/12/26 Última atualização : 14/04/22 19:29 / 2567 Artigos publicados

UMA PALAVRA DE PERDÃO  (Esboço de Sermão) escrito em domingo 07 junho 2009 23:38

12/03/2000 - Noite

Quando Jesus foi crucificado, naqueles momentos finais ele disse algumas palavras. Essas expressões são comumente chamadas de as sete palavras da cruz. Não foram palavras, foram frases, cada uma delas rica de sentido, mas são costumeiramente denominadas de as sete palavras da cruz.

Eu quero meditar com os irmãos nos domingos vindouros sobre estas palavras de Jesus na cruz, hoje é a primeira delas, no Domingo que vem a Segunda, mas começando hoje com esta primeira expressão que aparece no evangelho de Lucas 23:34.

A primeira palavra da cruz, uma palavra de perdão. Lucas é o evangelista que dá mais ênfase ao Espírito Santo e a oração. Ele põe o ministério de Jesus iniciando-se com uma palavra de oração. Em Lucas 3:21 lê-se o seguinte.

Lucas põe Jesus orando no início de seu ministério e põe Jesus orando no término do seu ministério. A primeira das sete palavras na cruz, registrada somente por Lucas é uma palavra desconcertante, é uma declaração maravilhosa e ao mesmo tempo desconcertante, é uma palavra de intercessão não por amigos mas por inimigos, é um homem que pede perdão não por pessoas que cometeram mal contra alguém mas contra ele próprio e não foi um mal superficial mas pessoas que estavam tendo responsabilidade na sua morte.

Esta expressão é desconcertante porque até mesmo por todo o judaísmo a noção de perdão é um pouco pálida. Os Macabeus que haviam sublevado o povo em algumas revoltas e deixado marcas muito profundas na cultura do povo ensinavam ódio aos estrangeiros, odiar estrangeiros e odiar pessoas que faziam mal era algo tão comum que até mesmo um homem da envergadura intelectual do filósofo grego Platão ensinava que se devia amar aos conterrâneos e odiar os estrangeiros com um ódio ponderado.

O que temos é um homem que não tem a presença do ódio em sua vida em momento algum e mesmo quando a vida está chegando ao fim, e chagando por execução, o que ele tem nos lábios é uma palavra de perdão. Esta expressão de Jesus, Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem, é na realidade um expressão que é típica de Jesus Cristo e do cristianismo, a noção de perdão.

Terminei a pouco tempo a leitura de um livro que me deram no meu aniversário, um livro escrito por um dos maiores intelectuais judeus dos últimos anos, é um romance, Sombras sobre o Rio Hudson, que narra a confusão nas emoções da comunidade judia depois da Segunda Guerra Mundial, tendo visto o cruel anti-semitismo de Hitler, tendo agora que refazer a sua teologia, o seu deus mais uma vez havia falhado, e seis milhões deles haviam terminado em câmaras de gás ou fuzilamento. Agora, tentando refazer a sua vida juntando os cacos de nacionalidade, carregando traumas emocionais, aqueles pessoas tentando se ajustar. O autor faz um descrição muito vívida, ele é um rabino, de toda a religiosidade hebraica, quanto desorientação, quanto sentimento de culpa e quanto ressentimento. A palavra perdão e a manifestação profunda do amor de Deus é algo que se torna muito mais claro para nós na pessoa de Jesus Cristo e nesta primeira palavra, Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem, eu chamo a sua atenção para três expressões que podem nos ajudar a ver o significado profundo desta palavra de perdão, o impacto dela na história e o que ela significa para nós.

Eu começo pela palavra Pai. Esta é a palavra mais profunda do cristianismo, Pai, o cristão é alguém que se acostumou a chamar alguém de Pai. Deus para ele não é o Pai das Luzes, nem o Grande Arquiteto do Universo, nem o Grande Espírito, é seu Pai. Esta é uma das maiores tarefas da teologia, como definir Deus, como é que pessoas finitas e limitadas podem definir o eterno, o infinito o ilimitado, quais palavras para definir quem seja Deus. A melhor palavra foi dada por Jesus Cristo, ele revelou Deus como Pai. No antigo Testamento Deus é mostrado como Pai de Israel mas de forma muito desbotada, em poucas vezes, uma delas é em Oséias 11, mas é com Jesus Cristo que esta expressão assume uma dimensão muito profunda, ele se referia a Deus como Pai, ele falava de Deus aos discípulos como Pai, ele dizia: meus Deus e vosso Deus, meu Pai e vosso Pai. Quando os discípulos chegaram e disseram ensina-nos a orar, os discípulos de João Batista aprenderam a orar com ele, João os ensinou a orar, ensina-nos a orar, a primeira palavra de Jesus aos discípulos é esta: Pai nosso. Pai era uma palavra comum na boca de Jesus. Deus não era uma nuvem gasosa, nem um ancião de barbas brancas escondido nos céus mas Deus era seu Pai, era seu Pai no batismo a ponto dele dizer: este é meu filho amado, em quem me comprazo. Era seu Pai na transfiguração quando ele foi exaltado perante os discípulos e na cruz ele também chamava Deus de Pai.

Isto abre para nós um ensinamento muito precioso, ele não está morrendo por pecado, não está morrendo porque fez algo errado, ele veio do Pai, viveu com o Pai, está com o Pai, era um com o Pai e ainda o chama de Pai. Se há uma herança profunda que Jesus Cristo deixou para os seus seguidores foi este direito que os seus seguidores tem de referir-se a Deus com esta expressão: Meu Pai. Lemos em Hebreus 2:11 que ele não se envergonha de nos chamar de irmãos porque é graças a ele que nós temos o direito de chamar a Deus de Pai. Pai é a palavra que acompanha o ministério de Jesus. Pai é a primeira palavra que ele usa na cruz e no fim será também a primeira expressão na última palavra: Pai, nas tuas mão entrego o meus espírito.

Nesta palavra de perdão de Jesus podemos descobrir quem é Deus. Não é um carrasco, não é alguém destrambelhado com um chicote na mão para nos espancar à primeira falha ou ao primeiro erro nosso. Nós somos muito marcados por um catolicismo enraizado na cultura nacional e até mesmo como evangélicos somos tendentes a pensar num Deus que precisa ser aplacado com sacrifícios e com obras, e até mesmo na mente de muitos crentes em muitas ocasiões se escuta esta expressão de que precisam fazer isto e trabalhar e servir para que Deus se agrade deles. Um pai se agrada do filho por o filho é filho. É o coração do Pai, não é o que fazemos ou deixamos de fazer, ele é o nosso Pai. Graças a Jesus Cristo nós somos aquelas pessoas que quando oram não oram a um deus distante, a um deus desconhecido, oram ao Pai.

Em uma igreja aonde eu fui seminarista no Rio de Janeiro havia um seminarista com quem eu tinha muita afinidade, era muito amigo dele, então eu pude dizer isto para ele. Eu disse: fulano, quando você ora na Igreja eu me sinto mal e se você continuar a orar assim quando você orar eu vou dar uma de grosso e vou sair porque quando você ora parece um mendigo suplicando favores a um senhor feudal distante e inacessível. Você precisa aprender que Deus é Pai e que ele se relaciona como Pai conosco na base da misericórdia. Ele está sofrendo, ele vive o seu momento mais angustiante, é um momento de tormento, de desespero, ele sabe que Deus é Pai. Não importa o que o cristão passe não importa por onde ele ande, ele tem um Deus que é Pai e por causa de Jesus Cristo nós o chamamos de Pai.

Pai, perdoa-lhes. Esta é a Segunda expressão. Os Macabeus instauraram em Israel a noção de morrer insultando os seus detratores, de morrer com insultos aos seus inimigos. A noção de perdão é uma novidade cristã. O que lemos ensino mosaico? Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, golpe por golpe, ferida por ferida, vida por vida. É no cristianismo que aparece esta mensagem: se alguém lhe ferir a face direita vira-lhe a esquerda, se alguém te obriga a caminhar uma milha vai com ele duas. É o cristianismo que introduz nas religiões universais a noção de perdão e perdão não é uma palavra oca, retórica, perdão é uma palavra que marcava o ministério de Jesus Cristo. Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém tem condenou? Não senhor, ninguém. Nem eu te condeno, vai-te e não peques mais. É impressionante como na boca de Jesus só a reprimenda para aqueles que não necessitam de perdão. Mas todos os que estão errados e que se vêem como errados e pecadores, quando se aproximam dele recebem perdão. Quando Jesus diz Pai, perdoa-lhe porque não sabem o que fazem ele está sendo coerente, ele manifestou amor e perdão em toda a sua vida e neste momento ele está tratando os seus algozes com amor e pedindo perdão.

Há uma particularidade no Novo Testamento grego que torna isto mais expressivo, porque o espírito do texto grego é dizia constantemente. Não foi uma oração, Pai eu tenho que fazer sete orações então esta é a primeira: perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. É algo que durou algum tempo, não foi uma frase solta mas foi algo repetido, ele desejava que estas pessoas fossem perdoadas. Porque? Masoquista? Sem senso de amor próprio? Não, ele amava os pecadores. Isaías 53:12 escrito oito séculos depois dele, profeticamente diz que ele intercedeu pelos pecadores. Imaginemos um desses soldados que cravaram suas mãos na cruz, imaginemos um desses soldados que cravaram seus pés na cruz mas tarde se convertendo, este soldado nunca se perdoaria, ele carregaria para sempre consigo este peso: eu crucifiquei o Senhor, fui eu quem bateu o martelo ali, eu feri o seu lado. Imaginemos um daqueles soldados do palácio que o açoitaram se se convertessem mais tarde. Eu espanquei o salvador. Se um desses homens mais tarde tivesse a lucidez de dizer: este homem era realmente Deus, o que foi que eu fiz? Eu agredi a Deus. Não há perdão para mim. Pois bem, a graça pré age, ela já é manifestada antes de nosso arrependimento. Deus não espera intenções nossas para se mover em nossa direção, ele sempre está se movendo em nossa direção e antes que houvesse qualquer manifestação de conversão ele está pedindo: Pai, perdoa-lhes. Ele amava os seus algozes.

Há uma lição muito profunda aqui que precisamos aprender. Não importa quem você seja, não importa o que você tenha feito e não importa quão longe de Deus você tem andado, ele ama você e tem perdão para você. Ele nunca é um Deus com uma planilha na mão para cobrar os nossos erros. Ele é o Deus da graça, da misericórdia e o salvador, é aquele que orou pedindo perdão. A mensagem profunda desta palavra de Jesus é que não importa quem nós sejamos, há perdão para nós. O apóstolo Paulo disse isso numa ocasião: eu não sou digno de ser chamado apóstolo, eu perseguia a igreja de Deus, mas pela graça de Deus eu sou o que sou. Eu cheguei aonde cheguei por causa as graça de Deus.

Tive um colega de seminário que teve uma experiência muito profunda de conversão. Eu fui para o seminário menino, com 19 anos e ele foi com 42, ele foi com uma idade em que eu já tinha 20 anos de ministério. Este colega era dono de um terreiro de umbanda, ele hostilizou muito aos crentes. Numa ocasião, contando para nós no seminário, ele abriu o coração e disse: quantas e quantas vezes eu joguei pedras em igrejas e colocava o som bem alto na direção da igreja na hora do culto para atrapalhar. Tenho tanta vergonha do que eu fiz. Mas ele compreendeu que não importava o que ele tivesse feito, ele tinha sido perdoado. Esta oração de Jesus nos ensina que nenhum de nós é tão imprestável e tão pecador que não possa ser perdoado e que não há nada que nós possamos ter feito que a graça de Deus não possa encobrir com a sua misericórdia.

A terceira expressão é: porque não sabem o que fazem. Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. O que quer dizer isto? Quer dizer que eles eram inocentes, já que não sabiam o que faziam? Não. Em nenhum momento o Novo Testamento diz que estes homens eram inocentes. Acompanhe-me por favor a Atos 2:23, é um discurso duro de Pedro aos sacerdotes sendo que muitos deles tinham participado da crucificação

A ignorância destes homens não significava a sua inocência, foram ignorantes mas eram culpados. Ainda em Atos 3:17 e 19, veja como os dois se ajuntam

Ignorância não é desculpa. Eu nunca ouvi falar do amor de Deus, dirá alguém. Não é desculpa, é pecador. Eu nunca ouvi falar que Jesus me ama e quer me salvar em Jesus Cristo. Mas é pecador. Oséias 4: 6 diz o seguinte:

O conhecimento de Deus é necessário para que a pessoa não se perca e é a ignorância do amor de Deus, é a ignorância do poder de Deus que leva a pessoa a perder o sentido da sua vida. Não há nenhuma desculpa que alguém possa dar. Esses homens na palavra de Jesus não sabiam o que faziam mas necessitavam de perdão. Há perdão mas não há desculpa para quem rejeita o perdão.

Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. Qual foi o efeito desta oração? Foi ela atendida? Teve resposta? Dizem os evangelhos que a multidão voltou batendo no peito. Talvez a expressão mais profunda tenha sido a do centurião no capítulo 23 nós encontramos esta palavra de Jesus pedindo perdão e no capítulo 23 o centurião, o militar romano que comandava cem soldados e que estava ali com a sua centúria, os cem soldados para manter a ordem ao pé da cruz, fez um declaração, e diz Lucas 23:47

Marcos coloca outra palavra na boca do centurião, verdadeiramente este homem era filho de Deus, isto é típico de Jesus, da desgraça, da vergonha, da dor e da miséria ele extrai a beleza, a multidão volta batendo no peito reconhecendo que errou. O centurião que comandou o grupo que o crucificou reconhece que ele era justo ou que ele era filho de Deus. Em Atos 6:7 nós lemos esta expressão

Uma conversão sem par, sacerdotes, o centurião e muitos outros chegando e reconhecendo que haviam errado. Perdão. Estas pessoas reconheceram que estavam erradas e necessitavam de perdão. A primeira palavra de Jesus na cruz é uma lição para nós. Deus deseja nos perdoar. Victor Frank, um psicoterapeuta Tcheco, pai da corrente chamada logoterapia, diz que as três maiores necessidade do homem são produzidas por aquilo que ele chama de tríade destruidora: dor, culpa e morte. Dor, diz Frank, é possível suportar, e ele viveu num campo de concentração porque era judeu, e foi num campo de concentração que ele estruturou a sua corrente psicanalítica. Lá ele descobriu que podiam tirar-lhe a roura, tirar-lhe a comida, deixá-lo doente coberto de feridas, ameaçá-lo de morte, poderiam fazê-lo sentir dor mas não poderiam quebrá-lo por dentro. Ele tinha alguma coisa dentro dele, ele tinha uma razão pela qual viver. E diz ele que quando se tem uma razão pela qual viver se suporta a pior dor. E diz ele que muitos de seus conterrâneos entravam nas câmaras de gás de cabeça erguida porque estavam morrendo por sua fé. Então diz ele: é possível superar a dor. É possível também superar a morte. Da mesma maneira, muitos morriam por sua fé, por sua nacionalidade, mas há algo que quebra o homem, que é pior que a dor física, e que é pior que a morte, é a sensação de culpa. É quando a pessoa sabe que errou e carrega a culpa no seu coração. A sociedade moderna faz um enorme alarido com as suas correntes humanas existencialistas, filosóficas, psicológicas para tirar o senso de culpa mas no fundo nós sabemos quando estamos errados e por mais que tentemos amaciar a nossa própria consciência lá dentro de nós existe uma luzinha que diz o que está certo e o que está errado, nós sabemos quando nós erramos e nós sabemos o fardo de carregar uma consciência culpada. O cristão é alguém que aprende a cura para a culpa, Deus perdoa a culpa, Deus perdoa os nossos pecados, Deus perdoa quando nós falhamos com os outros, Deus perdoa quando nós falhamos com ele, quando nós falhamos conosco mesmo. Em muitas ocasiões deixamos de atender as expectativas de alguém, nós falhamos, a pessoa pode nos perdoar e Deus também. Algumas vezes podemos falhar no nossos ideais, Deus nos perdoa, algumas vezes falhamos com Deus e ele nos perdoa. O perdão é a maior mensagem que a cruz tem para os homens. Não importa quão pecadores sejamos e não importa onde tenhamos caído, Deus pode nos perdoar.

Agora eu gostaria que você olhasse para a sua própria vida. Você sabe quem você é, você sabe o que você fez, você sabe como você vive, por onde andou, o que disse e o que fez, o que carrega no seu coração, não é preciso que ninguém lhe diga e pode ser que estas coisas lhe inquietem muito mas você pode ser perdoado. Você pode ter a experiência da graça de Deus que tira todo o sentimento de culpa de sobre os seus ombros. Aquilo que nenhum terapeuta pode fazer o salvador pode. O salvador traz o perdão que ele conseguiu na cruz, o perdão que ele oferece da cruz, o perdão para as piores pessoas. Talvez você seja uma pessoa que não tem uma consciência de culpa tão grande, que tem uma vida moralmente reta mas você é pecador diante de Deus e ele deseja lhe perdoar. Pai, perdoa-lhes, disse Jesus, e todas as pessoas que tem se apropriado do perdão de Jesus Cristo tem tido a sua vida transformada para sempre. Nesta noite eu trago a mensagem de que Deus ama você, se interessa por você e que Jesus Cristo quer perdoá-lo, e se você aceitar este perdão de Cristo, se você aceitar o amor de Deus que Jesus Cristo mostrou na cruz e mostrou com estas palavras a sua vida nunca mais será a mesma. A mais profunda experiência que o ser humano pode ter é saber que Deus perdoou os seus pecados, que Deus o aceitou, que Deus o tomou como filho. Você pode Ter esta profunda sensação de ser um filho de Deus, perdoado, lavado pelo sangue de Cristo, de relações plenas e totais com Deus. Aceite o perdão de Deus. Aceite o perdão de Jesus Cristo e você terá esta glória que tem o cristão de chamar a Deus de Pai.

Compartilhar

Faça um comentário!

(Opcional)

(Opcional)

error

Importante: comentários racistas, insultas, etc. são proibidos nesse site.
Caso um usuário preste queixa, usaremos o seu endereço IP (54.87.130.240) para se identificar     

Nenhum comentário
UMA PALAVRA DE PERDÃO


Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para falandoseriotv

Precisa estar conectado para adicionar falandoseriotv para os seus amigos

 
Criar um blog